Existe um clichê que diz: “Ninguém nasce católico, mas se torna!”. E eu, particularmente, gosto muito dele. Pois deixa claro como nossas escolhas por Deus e as escolhas daqueles ao nosso redor são importantes nesse nosso processo constante e contínuo de conversão que viveremos por toda a vida.

Minha “vida católica” com certeza começou através da minha mãe, Carmen. Da igreja do bairro, ao grupo de oração todas as quartas-feiras, minha mãe sempre fez questão de me manter por perto para que eu pudesse ir, aos poucos, conhecendo Jesus e conhecendo a Igreja.
Então, já mais velho, tive a graça de encontrar amigos incríveis pelo caminho, cristãos católicos e evangélicos, que pouco a pouco reforçaram o meu relacionamento com Jesus. Com a música entrando na minha vida, mais uma vez com um empurrãozinho de minha mãe, comecei a tocar na Igreja e, novamente, Jesus veio se apresentando para mim de cada vez mais próximo.
Em 2015, junto com alguns desses amigos que a Igreja me deu, iniciamos um movimento, no Brasil, chamado Lado de Dentro. O movimento busca viver e levar para as pessoas uma intimidade profunda com Jesus. E foi exatamente em um dos Encontros desse movimento (todo voltado para Maria, interessantemente), que comecei o meu relacionamento com a Olívia. Hoje, ela é minha esposa e companheira nessa jornada aqui em Melbourne, desde julho de 2022, quando chegamos para fazer um ano do nosso doutorado por aqui.
Quando chegamos a Melbourne costumávamos ir a St. Francis, no centro. Tenho um carinho muito grande por aquela Igreja. Tendo em vista que, da última vez que estive em Melbourne, ela era parte do meu caminho para casa todos os dias, voltando para o trabalho. E ainda permanecemos indo lá de vez em quando, quando possível.
Conhecendo a Capelania de Língua Portuguesa
Após algum tempo por aqui, Deus mais uma vez nos presenteou com amigos incríveis. A Mariana, companheira da Olívia, durante uma conversa, disse que precisávamos conhecer um casal que eram bem próximos de uma igreja com missas em português. Então, conhecemos o Pedro e a Flávia e, a partir deles, recebemos o primeiro convite para participar de uma missa na Capelania de Língua Portuguesa.
Tanto eu quanto minha esposa nos sentimos muito bem recebidos e abraçados desde o primeiro momento que estivemos na Capelania. Não só os brasileiros, mas também os portugueses e todas as outras pessoas com as quais nos encontramos nesse tempo, têm aquecido nosso coração.
Poder estar próximo de brasileiros, dentro da Igreja, ajudando com algo pelo menos uma vez na semana, tem sido um combustível muito importante para nós. O Padre Fábio é uma pessoa incrível e sempre muito cuidadosa em fazer com que cada pessoa, de cada nacionalidade, se sinta parte da comunidade. Bom, se “Ninguém nasce católico, mas se torna!”, dizemos que, com certeza, somos muito gratos a Capelania. Por ter sido essa casa de encontro com Deus, em português, para mais um passo nesse nosso processo de conversão contínuo em direção a Jesus.